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Cibersegurança nas empresas: 62% identificaram tentativas de ataque no Brasil

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Uglaybe Piell Fernandes

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Ilustração conceitual de cibersegurança com escudo digital e cadeado protegendo uma rede de dados.

Sua empresa saberia se estivesse sofrendo um ataque agora?

A transformação digital trouxe mais produtividade, integração e agilidade para as empresas. Ao mesmo tempo, aumentou a dependência da tecnologia para manter sistemas, dados e operações funcionando.

Nesse cenário, a segurança da informação deixou de ser apenas uma preocupação da área de TI. Uma indisponibilidade, um acesso indevido ou a perda de informações pode afetar diretamente a continuidade de uma operação.

E os números mais recentes ajudam a dimensionar esse risco.

Segundo o ESET Security Report 2026, 62% das empresas brasileiras pesquisadas identificaram pelo menos uma tentativa de ataque nos últimos 12 meses. Na média da América Latina, esse percentual foi de 52,7%.

O levantamento reuniu respostas de 1.563 profissionais, representando cerca de 962 organizações de dez países latino-americanos.

O problema não está apenas nos ataques identificados

Existe outro dado que merece atenção: 14,7% das empresas brasileiras pesquisadas não souberam dizer se haviam sido alvo de ataques.

Além disso, entre as organizações brasileiras que não registraram incidentes, 43,3% suspeitam que ataques possam ter ocorrido sem serem percebidos, devido à falta de ferramentas adequadas de monitoramento.

Isso evidencia um ponto importante:

Não identificar um incidente não significa necessariamente que ele não aconteceu.

Uma organização pode possuir antivírus, firewall e outras ferramentas de proteção e, ainda assim, ter pontos cegos em seu ambiente.

Por isso, além de mecanismos de defesa, é importante desenvolver capacidade de monitoramento e resposta.

Por onde os ataques estão chegando?

Entre as empresas brasileiras que relataram incidentes, diferentes tipos de ataques foram registrados:

70,9% Phishing e engenharia social
49,4% Exploração de vulnerabilidades
44,3% Acessos não autorizados
41,8% Infecção por malware

Os percentuais representam a parcela das empresas que relataram ter sofrido cada um desses tipos de ataque.

O phishing e a engenharia social exploram principalmente o comportamento humano, utilizando mensagens, e-mails ou outras abordagens para induzir pessoas a fornecer informações ou executar determinadas ações.

Já a exploração de vulnerabilidades evidencia a importância de manter sistemas, aplicações e equipamentos atualizados e adequadamente gerenciados.

Os acessos não autorizados reforçam a necessidade de controlar quem pode acessar sistemas e informações, enquanto as infecções por malware mostram que a proteção dos dispositivos e servidores continua sendo parte importante da estratégia.

Ou seja: não existe uma única ferramenta capaz de resolver todos os riscos de segurança de uma empresa.

Segurança deve ser tratada em camadas

Uma estratégia de cibersegurança mais consistente combina pessoas, processos e tecnologia.

Isso passa por manter sistemas e equipamentos atualizados, proteger endpoints e servidores, controlar acessos, acompanhar continuamente o ambiente e conscientizar os usuários sobre ameaças como phishing e engenharia social.

Também é fundamental considerar o que acontece se uma barreira de proteção falhar.

É nesse momento que backups adequados, planos de recuperação e procedimentos de resposta a incidentes ganham importância.

O objetivo não deve ser somente tentar impedir um ataque, mas também reduzir seu impacto e recuperar a operação com rapidez caso um incidente aconteça.

Monitorar é tão importante quanto proteger

Os dados do ESET Security Report 2026 chamam atenção especialmente para a questão da visibilidade.

Se parte das empresas que não registraram incidentes admite que um ataque pode ter ocorrido sem ser percebido, proteger o ambiente sem monitorá-lo continuamente pode deixar uma lacuna importante.

O monitoramento permite identificar comportamentos anormais, falhas, indisponibilidades e potenciais ameaças antes que elas evoluam para problemas maiores.

Por isso, a pergunta não deve ser apenas:

“Minha empresa possui ferramentas de segurança?”

Uma pergunta igualmente importante é:

“Se alguma coisa estiver acontecendo agora, nós conseguiremos perceber?”

Cibersegurança também é continuidade operacional

Quando sistemas de TI sustentam vendas, atendimento, produção, gestão, comunicação ou qualquer outra atividade essencial, uma ocorrência de segurança pode rapidamente se transformar em um problema operacional.

Por isso, a estratégia de proteção precisa estar conectada à continuidade do negócio.

Na LXtec, trabalhamos com essa visão: infraestrutura, proteção, monitoramento, backup, gestão e suporte devem fazer parte de um ambiente tecnológico preparado para continuar operando.

Mais do que reagir quando um problema acontece, o objetivo é construir ambientes mais seguros, monitorados e resilientes.

Segurança hoje. Continuidade sempre.


O essencial não pode parar.

Sua empresa está preparada?

A LXtec pode ajudar sua empresa a avaliar a infraestrutura de TI, identificar pontos de atenção e estruturar soluções de proteção, monitoramento, backup e continuidade adequadas à realidade da operação.


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Fontes: ESET Security Report 2026 / WeLiveSecurity e matéria do Poder360 publicada em 27 de agosto de 2026.

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